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domingo, 17 de novembro de 2013

Aparência não define caráter

Cinderela se desesperou e fez de tudo para ir ao baile porque precisava encontrá-lo. Bela Adormecida dormiu anos e anos esperando por ele. Rapunzel jogou suas tranças para que ele conseguisse vir ao seu encontro. Em todas estas - e em tantas outras histórias - um elemento em comum: mulheres que desejam encontrar um príncipe encantado.

Este desejo, no entanto, não se restringe aos contos de fadas. Que atire a primeira pedra a mulher que nunca sonhou em encontrar e se casar com um príncipe deslumbrantemente lindo. Muitas dariam tudo nessa vida para que um Marlon Brando, Tom Cruise, Brad Pitt, George Clooney, Hugh Jackman ou qualquer outra beldade dessas atravessasse seu caminho e entrasse em suas vidas para sempre. Sabemos, porém, que a vida real não é um conto de fadas e que esse príncipe na realidade não existe.

Mas será que no fundo, bem lá no fundo mesmo, muitas mulheres não continuam buscando o tal do príncipe? Será que, quando buscam um relacionamento, estas mesmas mulheres não estão à procura de um ser idealizado, que não pode existir em nenhum lugar além dos contos de fadas? Creio que a dificuldade de muitas em encontrar um par não está justamente aí. Pense bem: se você busca alguém que só existe na sua imaginação, você jamais encontrará essa pessoa. Então essa busca incessante não pode gerar nada além de muitas frustrações.

Para evitar todas estas frustrações é importante ter em mente que a beleza não é o mais importante e que essa ideia não seja mero discurso, algo dito da boca para fora. É fundamental sentir isso como uma verdade. Além disso, é preciso questionar ainda o quê, exatamente, é uma pessoa bonita. Já reparou que algumas pessoas não se encaixam nos padrões estéticos vigentes, mas quando as conhecemos, passamos a ver seu charme, sua beleza e passamos a considerá-la atraente?

Isso acontece porque beleza é algo muito relativo. Uma pessoa é bonita porque tem olhos azuis, cabelos castanhos e 70 quilos, ou porque é inteligente, te faz rir e é uma excelente companhia? Não tenho dúvidas de que os três últimos são mais importantes do que os três primeiros. Mas o fato é que, ao conhecer alguém, a primeira coisa que você vê - e não teria como ser diferente são os olhos, os cabelos e o tipo físico. E se esses elementos não se encaixarem nesse ideal, você poderá perder a oportunidade de conhecer alguém muito bacana simplesmente porque ficou presa à primeira impressão.

Aqui no site algo semelhante acontece. Geralmente o que se vê primeiro são as fotos, depois se lê os perfis. Se ambos agradarem, parte-se para conversas, que podem levar a encontros e, finalmente, a relacionamentos. Isso significa que se o primeiro passo falhar e se as fotos não agradarem, a missão está abortada para o relacionamento. Será que é mesmo assim que deve ser? Creio que não. Penso que é extremamente importante tentar enxergar além, tentar conhecer mais sobre o outro, dar a oportunidade a ele de mostrar o que tem de mais bonito. É assim que sapos se transformam em príncipes. Afinal de contas, como disse o poeta: "O essencial é invisível aos olhos".

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